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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Resenha: Vida e Proezas de Aléxis Zorbás - Nikos Kazantzákis


Sinopse:

A história é narrada por um intelectual grego que, depois de ser chamado de "roedor de papéis" pelo grande amigo Stavridákis , decide lançar-se em uma empreitada arrojada: explorar uma mina de linhito em Creta. Num bar do porto, pouco antes de embarcar, conhece Aléxis Zorbás, a quem contrata para chefiar os trabalhos. Ao chegar à ilha, instalam-se temporariamente na casa de Madame Hortense, uma velha atriz do amor francesa que vive de seu passado e que logo cede aos encantos do empregado-chefe.
"Vida e Proezas de Aléxis Zorbás" consegue ser ao mesmo tempo um romance de aventura, que se lê com febre, e um romance de formação, que transforma. Como em todo grande livro, sua leitura não é apenas uma experiência literária de excelência, é uma experiência de vida.

Resenha:

Dois homens destinados à uma amizade forte que transcende o tempo e o espaço. Enquanto um, sem nome e conhecido como “patrão”, busca o autoconhecimento através dos livros e das palavras, o outro, Aléxis Zorbás, ensina que a melhor forma de aprender a viver é vivendo. E viver não é apenas passar os dias, é ter a emoção de ver o canto dos pássaros, sentir a brisa vinda do mar, o brilho do sol e a paixão feminina como se fossem a primeira vez, afinal para ele a vida é uma sucessão de primeiras vezes.

A história do livro é simples, não tem grandes acontecimentos ou reviravoltas, mas ao ler a obra sentia-me volver ao passado, quando ainda era uma criança e sentava-me aos pés da minha bisavó para escutar as histórias que tinha para me dizer. Eu viajei para a Grécia, para as praias e senti o povo, as comidas e as paisagens dentro de mim através das palavras sensoriais de Nikos Kazantzákis.

A amizade dos nossos dois protagonistas se desenvolve com o decorrer dos capítulos, lentamente e de forma gradual. Existe uma cena, A CENA, que realmente me emocionou com o sentimento de libertação que vem sendo esperado desde o início. Quando o patrão se liberta, o leitor também sente, se liberta com ele, ao lado dele. E juntos, como o próprio Zorbás fazia, sentimos vontade de dançar para expressar o que as palavras não podem dizer.


No entanto, ao mesmo tempo em que o enredo é belo, também consegue ser polêmico. Por haver sido escrito em uma época com uma realidade muito diferente da que vivemos, podemos perceber pontos de vistas extremistas em relação à mulher, tratando-a como um ser quase sem cérebro, incapaz de realizar muito mais do que se espera. Mas tal misoginia é compreensível, afinal trata-se da década de 40, na Grécia.

Também existe a versão para os cinemas intitulada Zorba, o grego, do ano de 1964. Eu ainda não conferi, mas irei buscá-lo depois, pois muitos dizem que o filme é tão rico quanto o livro.

Ao final da obra tudo o que pude sentir foi tristeza por precisar me despedir do patrão, do esperto e por vezes irritante Zorbás, da Bubulina e seu papagaio, do pequeno povoado e das centenas de histórias que um povo pode contar. A obra é brilhante em todos os aspectos e merece ser lida com calma, digerida página por página. Sem dúvidas todo leitor voraz precisa conferir Vida e Proezas de Aléxis Zorbás.


“Cada homem tem  a sua loucura, mas acho que a maior loucura é a gente não ter loucura alguma.”

terça-feira, 28 de março de 2017

Resenha: The Award - Danielle Steel

Sinopse:

Capturing historical events, terrifying moments of danger, tragedy, the price of war, and the invincible spirit of a woman of honor, The Award is a monumental tale from one of our most gifted storytellers—Danielle Steel’s finest, most emotionally resonant novel yet.

Gaëlle de Barbet is sixteen years old in 1940 when the German army occupies France and frightening changes begin to occur. She is shocked and powerless when French gendarmes take away her closest friend, Rebekah Feldmann, and her family for deportation to an unknown, ominous fate.

The local German military commandant makes Gaëlle’s family estate outside Lyon into his headquarters. Her father and brother are killed by the Germans; her mother fades away into madness.




Resenha:


Danielle Steel tem um espaço reservado na minha prateleira e em meu coração. Sempre com livros extremamente marcantes e cheios de reviravoltas, acabou se tornando uma das minhas autoras favoritas desde que comecei a ser um leitor voraz. Com a sua escrita apaixonante, ela nos leva ao mundo da alta sociedade e nos mostra que tanto a dor quanto a felicidade estão na vida de todos, não importa a quantidade de dinheiro que tenhamos, a cor, o sexo ou a religião.

Em The Award conhecemos Gaëlle de Barbet, uma garota francesa de dezesseis anos que vive em meio à invasão alemã durante a Segunda Guerra no ano de 1940. A realidade é assustadora e as coisas mudam sucessivamente em sua vida. Para pior.

Logo no início os alemães levam a amiga Rebekah Feldmann e toda a sua família para um campo de concentração. Mas mesmo entre todos os perigos, Gaëlle foge de casa todos os dias, atravessa fronteiras e despista soldados apenas para reencontrar a melhor amiga. Até que um dia Rebekah desaparece e Gaëlle fica completamente aturdida ao encarar a realidade de que provavelmente ela nunca mais a reencontraria.

No entanto o destino não lhe dá espaço para se reestruturar e as perdas continuam. Seu pai e o seu irmão são mortos, sua mãe compadece em um estado de loucura e todas as pessoas a quem confiava deixaram-na sozinha. Agora, em meio a todo esse caos e com nada a perder, Gaëlle decide entrar para a resistência francesa, embarcando em mundo cheio de perigos.

                O enredo mostra toda a vida de Gaëlle, desde os piores momentos até os melhores, quando enfim o destino muda os seus caminhos outra vez. É um pouco complicado resenhar esse livro porque muitas coisas acontecem e qualquer ponto pode acabar se tornando um spoiler, mas o que posso afirmar é que The Award se tornou um dos meus livros favoritos da autora e de todos os tempos.

                O fato é que você irá sorrir com Gaëlle em suas conquistas e sofrer com todas as coisas que lhe acontecem. O que mais me chocou na história foi notar de maneira tão real até que ponto a ingratidão do ser humano pode chegar. Não entrarei em detalhes para não falar demais, mas sem dúvidas foi de cortar o coração.

The Award é avassalador, intenso e ocupará um lugar em seus pensamentos por um longo tempo, mesmo depois de terminá-lo. É um destes livros em que precisamos tê-lo na estante para relembrarmos que histórias românticas podem ser marcantes.

Merece cinco estrelas sem dúvidas!





sexta-feira, 24 de março de 2017

Resenha: Simplesmente o Paraíso - Julia Quinn

Sinopse:

Honoria Smythe-Smith é parte do famoso quarteto musical Smythe-Smith, embora não se engane e saiba que o dito quarteto carece sequer do menor sentido musical e tem esperanças postas que esta seja a última vez que se submeta a semelhante humilhação. Esta será sua temporada e com um pouco de sorte conseguirá um marido.

Durante um jantar, põe seus olhos em Gregory Bridgerton, um dos mais jovens da família Bridgerton. Sabe que não está apaixonada, mas ele parece uma opção mais que válida.
Marcus Holroyd é o melhor amigo do irmão de Honoria, Daniel, que vive exilado na Italia. Ele prometeu olhar por ela e leva suas responsabilidades muito seriamente. Odeia Londres e durante toda a temporada, permaneceu vigilante e intermediou quando acreditava que o pretendente não era o adequado.

Honoria e Marcus compartilham uma amizade, pouco atípica, fruto dos anos que se conhecem e que o torna parte da família.
Entretanto, um desafortunado acidente faz que ambos repensem sua relação e encontrem a maneira de confrontar o que surge entre eles, se tiverem coragem suficiente

Resenha:

É sempre maravilhoso ter em mãos um livro da Editora Arqueiro, e torna-se ainda melhor quando se trata de um romance de época. As histórias da Julia Quinn geralmente são garantias de bons momentos de leitura, e Simplesmente o Paraíso não foi diferente.

                Nesse primeiro livro do quarteto somos apresentados mais uma vez ao mundo da alta sociedade britânica e conhecemos as tradições da família Smythe-Smith . Uma delas é a de reunir anualmente quatro jovens da prole em uma apresentação musical. O problema? Todas são um completo desastre com os instrumentos! É importante aclarar que conforme estas jovens vão se casando, elas também vão sendo liberadas das apresentações e podem respirar aliviadas.

                O romance entre Honoria e Marcus, os protagonistas deste primeiro romance, me encantou de diversas formas e níveis pelo simples fato de que antes do que qualquer coisa, os dois sempre foram amigos. Esse tipo de livro onde os personagens são melhores amigos e acabam descobrindo que sentem algo a mais um pelo outro é um dos meus temas favoritos e vez ou outra eu me pegava com um grande sorriso no rosto enquanto devorava página por página.

Honoria é doce, corajosa e imparável. Uma mocinha muito decidida, amiga e ama a família. Inclusive, mesmo com toda a vergonha de ter que participar do recital, ela sempre se apresenta feliz, pois sabe que ter uma família como a dela é um privilégio para poucos. Já Marcus é o melhor amigo de Daniel, irmão de Honoria, e talvez seja um dos melhores mocinhos que já tive o prazer de conhecer. Por ser tímido, contido e solitário, demora um pouquinho para que possa tornar uma atitude, mas quando toma... É incrível!

Sem sombra de dúvidas recomendo essa história e já estou ansioso para conhecer os livros das outras musicistas. Como era de se esperar, Julia Quinn acertou a mão mais uma vez!


PS: Alguns personagens da série Os Bridgertons fazem participação especial nessa série também!

Quartero Smythe-Smith
1 - Simplesmente o paraíso
2 - Uma noite como esta
3 - A soma de todos os beijos
4 - Os mistérios de Sir Richard

sábado, 18 de março de 2017

Resenha - A Bela e a Fera (Filme - 2017)


Desde que foi anunciado que a Disney faria uma versão live-action do clássico A Bela e a Fera, fiquei extremamente ansioso. Acompanhei cada notícia e novidade que saía sobre a produção e quase enlouqueci quando vi o primeiro trailer. Como grande fã de romances, costumo gostar dos contos de fadas, então vai ser um pouco difícil fazer uma resenha imparcial quando amo esse tipo de história.

                Logo no início temos uma narrativa explicando o começo do enredo ao estilo “Era uma vez...”, e conhecemos o passado da Fera, que antes era um príncipe extremamente egoísta e vaidoso, e foi amaldiçoado por uma feiticeira a quem ele recusou ajuda. Por acidente, o pai de Bela encontra muitos anos depois o castelo onde tal príncipe vive e acaba sendo preso por pegar uma rosa no jardim para levar de presente para a filha. Bela, é claro, decide ficar no lugar do seu pai e tornar-se prisioneira da Fera. E através desse pontapé inicial, A Bela e a Fera ganha vida.

                Não foi apenas a afinação perfeita e doçura incomparável de Emma Watson sob a pele de Bela que tornou o filme mágico. Muito menos a fragilidade e insegurança extremamente reais da Fera feita por Dan Stevens. Foi muito mais do que isso, um todo rico em milhares de pequenos detalhes. Figurino, texto, iluminação e cenários enchem os olhos fazendo com que o expectador não deseje que a produção acabe. As cenas musicais que acontecem a todo instante são outro ponto encantador. Apesar do que muitos que não gostam do estilo possam pensar, o diretor foi assertivo e deu grande dinamicidade à obra, o que tornou prazeroso acompanhar todos os personagens cantando durante o filme.

                Apesar do sentimento constante de “contos de fadas”, é possível sentir o toque de realidade entre os diálogos, na dor dos personagens e em suas lágrimas. O amor, que cresce aos poucos, passou verdade e emocionou no final com o belo, e esperado, final feliz. No entanto, o que mais hipnotizou, foi o fato de que a Bela era a forte da história, a heroína central, enquanto a Fera apresentava todos os seus medos e anseios de maneira magistral. Gosto de personagens fortes e os dois conseguiram ser ainda mais do que eu esperava, cada um à sua maneira.


                Sem dúvidas A Bela e a Fera é um presente tanto para a nova geração que recém começou a se enfeitiçar com o poder da Disney quanto para os amantes já acostumados com as animações clássicas. O fato é que de alguma forma esse filme irá lhe trazer um grande sorriso aos lábios exatamente como todo bom conto de fadas deve conseguir fazer.

NOTA: 5/5




PS: Um encanto à parte, sem sombra de dúvidas, é a relação de mãe e filho entre a Ms Potts e Chip. Quando os dois apareciam, a sala inteira do cinema suspirava. E, sendo sincero, são os meus personagens favoritos do filme. Por isso, deixo aqui a minha observação de carinho a esses dois. =D

terça-feira, 14 de março de 2017

Resenha - Um Limite Entre Nós (Filme - 2017)

A história começa em 1950, mostrando Troy Maxson no trabalho como coletor de lixo conversando com o seu amigo Bono em um discurso inflado sobre a opressão do povo negro na sociedade da época, discurso esse que se mostra constante durante todo o decorrer do filme. Sendo um cidadão típico, com uma vida típica, Troy vai do trabalho para casa todos os dias, ás vezes sai para beber em um bar e tenta manter sob a visão dos dois filhos o seu papel de pai rígido. Enquanto o filho mais velho é músico e enrolado com as várias situações da vida, o mais novo tenta a carreira com o baseball assim como Troy tentou um dia. Já sua esposa, Rose, mostra-se uma mulher forte que controla a casa com punhos de ferro. (E para mim, muito mais forte e com muito mais personalidade do que o próprio Troy)

Quase que inteiramente enclausurada em um mesmo cenário, a residência dos Maxson, a obra aparentemente tentou isolar o espectador nas vidas dos personagens. O que comigo não funcionou, na verdade muito pelo contrário. Devido a falta de outros ambientes, não pude deixar de ter a impressão constante de que estava assistindo a algo de produção pobre. Posso estar sendo injusto, ou talvez não captei a essência que o diretor gostaria de passar, mas a verdade é que esse detalhe foi um dos que mais me incomodou.

                Vale ressaltar também que em alguns momentos podemos observar diálogos quase poéticos que se tornam ainda mais ricos com as atuações belíssimas de Denzel Washington e Viola Davis. No entanto, estes mesmos diálogos eram extremamente longos e pareciam esperar que tais atuações sustentassem o fôlego do filme, o que tampouco aconteceu. Mesmo com grandes interpretações, a história perdeu a agilidade que o cinema exige. Com isso, quase posso dizer que a produção é teatro pintado de cinema.

Todas as questões apresentadas inicialmente poderiam haver sido ignoradas devido ao esplendor da atuação dos atores, mas agora, logo após o fim do filme, sinto-me frustrado com todo o conjunto apresentado. Os personagens fizeram escolhas revoltantes desde o início. E no fim, quando pensei que ao menos a cena final valeria o esforço, a decepção tornou-se ainda maior. Com isso, depois de tantas decepções com as atitudes dos personagens em geral, simplesmente não poderia dizer que as minhas perdidas duas horas e dezenove minutos valerem à pena. Definitivamente não valeram.

Concluindo, temo que “Um limite entre nós” poderia ter sido muitas coisas, mas não foi.


NOTA: 1,5/5



PS: O título original "Fences" faria total sentido. Já "Um limite entre nós" me pareceu muito aleatório e até isso me incomodou.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Resenha - Kong: A Ilha da Caveira (Filme - 2017)


Não é difícil afirmar que King Kong é um legado para o cinema. Desde que estreou em 1933, já pudemos acompanhar de diversas formas a história do macaco gigante.  Mas será que depois de tantas décadas ainda é possível manter a magia dos primeiros filmes e trazer uma nova versão mais moderna aos fãs saudosos? É isso o que Kong: A Ilha da Caveira nos traz, ou tenta trazer.

Nessa nova história ambientada em 1971, temos uma equipe de cientistas acompanhada por uma fotógrafa, um guia e um grupo de soldados liderados pelo coronel Packard seguindo rumo a uma ilha misteriosa no Pacífico. Quando chegam ao local, claro, logo descobrem que as lendas na verdade eram reais, e que inúmeros monstros misteriosos habitavam o lugar. Sendo assim, esse se torna o pontapé inicial para o filme que se desenrola em uma sucessão de cenas que se misturam entre ação e suspense.

Dirigida pelo quase estreante Jordan Vogt-Roberts, Kong: A Ilha da Caveira triunfa nos efeitos especiais extremamente realistas que deixam o expectador sem fôlego, presenteando-nos com tomadas recheadas de um ritmo frenético, mortes avassaladoras e belíssimas paisagens. No entanto, por outro lado, o roteiro fracassa com furos excessivos e falas inadequadas, que beiram o teor folhetinesco das novelas turcas.

Apenas para citar alguns exemplos dos erros quase catastróficos, temos o momento onde a fotógrafa Mason Weaver, interpretada pela atriz Brie Larson, tenta levantar um helicóptero sozinha. Mais adiante, James Conrad, feito por Tom Hiddleston em seus segundos de heroísmo durante uma das cenas mais eletrizantes do filme, se encontra em uma área poluída por gás tóxico. E o que ele faz? Isso mesmo, retira a máscara de gás! Como é o herói, nada acontece. Nem mesmo uma falta de ar leve. Falha grave!

Ao mesmo tempo em que surpreendeu positivamente com os efeitos especiais fantásticos, o filme praticamente chamou o espectador de idiota ao apresentar inúmeras falhas de roteiro e falas inacreditáveis. No final, esse novo blockbuster que bebe da amada fonte do King Kong, consegue ser belíssimo aos olhos, mas sofrível a qualquer um que deseja fazer até mesmo a menor das interpretações durante as duas horas da obra.


Quer descansar a mente e assistir a um filme repleto de sangue e aventura? Assista Kong: A Ilha da Caveira. Busca algo mais complexo e profundo? Bem, está no lugar errado.

NOTA: 3/5 (Regular)

Data de lançamento 9 de março de 2017 (1h 59min)
Direção: Jordan Vogt-Roberts
Elenco: Tom Hiddleston, Samuel L. Jackson, Brie Larson e outros.
Gêneros Aventura, Fantasia, Ação




sábado, 12 de setembro de 2015

Resenha: Morri para viver - Andressa Urach

SinopseAs confissões surpreendentes de uma das personalidades da mídia que se tornou conhecida no Brasil por suas polêmicas.
A insana obsessão por dinheiro e sucesso, a rotina no bordel onde construiu seu nome de guerra e os bastidores da vida de Andressa Urach. Está tudo descrito em Morri para viver, livro que narra a trajetória desta, que chegou a ser considerada uma das prostitutas mais caras e cobiçadas do Brasil.
Dos casos secretos com clientes milionários e famosos, empresários, cantores, jogadores de futebol, artistas, bandidos, religiosos; passando por seu vício em cirurgias plásticas (Andressa chegou a cogitar amputar os dedos, só por que não gostava do tamanho dos pés!), o livro narra a chocante e constrangedora vida que ela levou até a inacreditável experiência de quase morte no coma e a sua busca por redenção.


Resenha:

Sou viciado em reality shows, admito!, e o meu favorito deles sempre foi A Fazenda (me julguem). Apesar dos anônimos que os produtores insistem em colocar lá se passando por celebridades, esse ainda é um dos programas que mais consegue me prender em frente á televisão. E foi com a sua participação na temporada de 2013 que tomei conhecimento de quem era Andressa Urach, apesar de que até então não sabia ao certo em que ela trabalhava ou a que se dedicava.

Andressa nunca foi uma mulher admirável. Quando aparece na mídia, imediatamente podemos esperar alguma polêmica relacionada ao seu nome. Não é alguém que atua, canta, dança ou faça qualquer coisa que justifique a sua fama... Ela está ali somente como uma maquina de escândalos.
Na época em que esteve no hospital, muitas notícias foram feitas ao seu respeito e era praticamente impossível não acompanhar de alguma forma o andamento da sua luta contra o hidrogel, afinal aquilo era veiculado em praticamente todos os portais de notícias! No entanto a maior das surpresas veio quando soube que ela havia decidido deixar todas as polêmicas no passado para recomeçar uma nova vida, se convertendo na Igreja Universal.

Sinceramente não botei muita fé, para mim era só mais uma forma de ganhar atenção. E, mais por curiosidade do que por qualquer outra coisa, decidi comprar a sua biografia autorizada para tentar ver a versão dela dos fatos e, quem sabe, tentar entender um pouco das suas atitudes doidas. E consegui exatamente o que queria, pois depois desse livro algumas das minhas concepções mudaram.

Durante a leitura de “Morri para viver” mergulhamos em um mundo sujo, onde em nome de fama, beleza e dinheiro Andressa esteve disposta a tudo. Tudo mesmo.

"Eu virei uma deprimente máquina de fazer programas. No final de cada mês, enviava caixas e mais caixas de champanhe para a mulher das entidades, além de outros presentes e o pagamento do meu banho místico diário. Enquanto mergulhava nessa rotina devassa, deixei de ver meu filho crescer e me distanciei, ainda mais, da minha família." Página 131
.
É interessante, e triste, ver a forma como ela se submeteu ás diversas cirurgias, vendeu o corpo para centenas de homens quando o seu filho estava sem a mãe em casa, esqueceu da própria dignidade com o intuito de ser notada. Talvez uma das partes mais chocantes é quando ela afirma haver praticado zoofilia com o próprio cachorro. Como alguém pode chegar a esse ponto?

Eu recomendaria o livro para quem está à procura de um enredo de narrativa simples, porém com história forte. Não espere um clássico do José de Alencar e tampouco vá com muita sede ao pote, apenas leia sem muita reticência e talvez você até goste. Apesar de algumas cenas descritas não terem me passado muita verdade e feitas apenas para chocar, eu gostei de “Morri para viver”. Acredito na recuperação das pessoas e, sinceramente, acredito na volta por cima da Andressa Urach. É possível ver a mudança em suas atitudes e, para mim, isso é o que mais importa. De verdade espero que a transformação que ela tanto fez questão de mostrar em sua biografia seja verdade, e que a partir disso siga sendo a nova mulher descrita tantas vezes nas páginas do livro.

Não a conheço e tampouco a acompanho, passei a saber do seu histórico a partir do livro, no entanto torço pela vitória das pessoas e acredito em segundas chances. E, sim, torço para que esse recomeço seja verdadeiro.

NOTA: 4,5 / 5

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Resenha: A Casa dos Robots - James Patterson

SINOPSE: Eu sou o Sammy. Sou um miúdo igual a tantos outros... exceto num pormenor: vivo numa casa CHEIA de ROBOTS!!!
Por vezes até é divertido viver com robots: o SR. LIMPOPÓ mantém a nossa casa arrumada; o McBUSCA é o nosso cão-robot; o DRONE MALONE é um robot-helicóptero que faz os relatos do trânsito para uma estação de rádio; mas há muitos, muitos mais robots a viver cá em casa...
E agora a minha mãe criou o E (já vos contei que é a minha mãe a responsável por todas estas invenções?), um robot muito irritante que se julga meu irmão e vai atrás de mim para todo o lado. Até para as aulas! Se eu antes já não era o miúdo mais popular da escola, imaginem agora! NÃO SEI COMO SAIR DESTA!
Tens alguma ideia brilhante? Preciso mesmo de ajuda!

RESENHA:
Imagine viver em uma casa cheia de robôs, não apenas um ou dois, mas vários deles rodando por todos os cômodos; Cachorro robô, mordomo robô, jardineiro robô e tudooquevocêimaginar robô. Pois bem, essa é realidade de Sammy Hayes-Rodriguez, o filho de uma grande inventora e um famoso criador de mangás.


Sammy sempre esteve acostumado com isso, afinal teve os tais robôs rodando pela casa durante toda a vida, mas tudo muda quando sua mãe decide criar o robô superinteligente “E”, obrigando-o a levá-lo consigo para a escola. Desde então a vida social na escola que já era um desastre se torna ainda mais desastrosa! O robô “E”, que era para ser esperto, só trouxe problemas e mais problemas, transformando Sammy em um bom alvo de chacota entre os amigos da turma. No meio dessa confusão toda ele irá precisar descobrir uma forma de se adaptar, ainda que não concordando com a escolha da mãe. Um desafio e tanto para alguém que já não é nada popular na escola!

A história é interessante e divertida, tendo o seu toque de drama como em todos os livros infanto-juvenis do autor. Acho interessante essa forma inteligente que James Patterson sempre usa em suas obras para conseguir atingir os leitores menores, fazendo-os pensar um pouco nas coisas que são realmente importantes. Por trás da ideia aparentemente louca da mãe de Sammy havia um grande motivo para que o “E” fosse com ele para a escola todos os dias. Esse motivo só podemos ficar sabendo no final e, como sempre, é surpreendente!


“Quem me dera ser mais como a minha irmãzinha e não me preocupar tanto com as coisas. Dava quase tudo – incluindo os meus dois cromos autografados da equipa de futebol Notre Dame (tenho o Joe Montana e o Joe Theismann) – para ser mais como a Maddie. A sério. Dava mesmo.”  Página 116.

O que mais gostei em “A Casa dos Robots” foi a construção gradual da amizade entre Sammy e “E”. Quando li a última página, suspirei fundo e fiquei pensando em como seria ter um robô como ele aqui em casa. Quem sabe um dia, né? Não custa sonhar! Admito que não conseguiu superar a série “Escola”, do mesmo autor, afinal Rafe Khatchadorian está no meu coração e nada pode superar as aventuras dele, mas “A Casa dos Robots” é um ótimo passatempo para as pessoas de todas as idades.

Além disso, as ilustrações são mais um fator que enriquece ainda mais a obra, com desenhos muito bonitos e bem feitos, tornando muito fácil imaginar cada cena. Inclusive acho que o James podia lançar uma coleção desses robozinhos, eu compraria todos para colocar na estante! hahahaha

Por último preciso citar o trabalho da editora. Sou um grande fã do James Patterson e quando não encontro nada do autor nas editoras brasileiras, acabo me refugiando nos lançamentos portugueses. Para quem não sabe, lá o JP é publicado com muito mais frequência, tanto os seus livros infantis quanto os adultos policiais saem muito mais rapidamente em Portugal. Há alguns meses pedi para a Booksmile que lançassem “House of Robots” em português, pois queria muito ler esse livro e tinha certeza que nunca iria sair aqui no Brasil. Qual não foi a minha surpresa ao vê-los anunciando logo em seguida que “A Casa dos Robots” seria a próxima aposta da editora? Quase enlouqueci! Claro que comprei quando ainda estava na pré-venda e morri três vezes de ansiedade até ter o livro em minhas mãos!  Como sempre a Booksmile fez um ótimo trabalho com a obra e merece nota dez!

Se recomendo “A Casa dos Robots”? É claro que sim, pois!


(Se alguém da Booksmile ler essa resenha... Bem que vocês podiam lançar esse livro do autor, né? Seria ótimo!

sábado, 13 de junho de 2015

Resenha: A Mais Pura Verdade - Dan Gemeinhart


SINOPSE: Em todos os sentidos que interessam, Mark é uma criança normal. Ele tem um cachorro chamado Beau e uma grande amiga, Jessie. Ele gosta de fotografar e de escrever haicais em seu caderno. Seu sonho é um dia escalar uma montanha.
Mas, em certo sentido um sentido muito importante , Mark não tem nada a ver com as outras crianças.
Mark está doente. O tipo de doença que tem a ver com hospital. Tratamento. O tipo de doença da qual algumas pessoas nunca melhoram.
Então, Mark foge. Ele sai de casa com sua máquina fotográfica, seu caderno, seu cachorro e um plano. Um plano para alcançar o topo do Monte Rainier.Nem que seja a última coisa que ele faça. 
A Mais Pura Verdade é uma história preciosa e surpreendente sobre grandes questões, pequenos momentos e uma jornada inacreditável.


RESENHA:

Quando comprei “A mais pura verdade”, do autor Dan Gemeinhart, sabia que devia esperar uma história tocante. Foi exatamente isso o que tive, com o pequeno detalhe de que superou as minhas expectativas!

Na história conhecemos Mark, um garoto com doze anos e que sofre de câncer. Ele tem uma grande amizade com Jessie e um companheiro inseparável, o cachorrinho Beau. O maior sonho dele é escalar o Monte Rainier(O que parece ser uma loucura até mesmo para mim que não tenho câncer :p) e então decide fugir de casa, levando somente uma mochila, o seu cãozinho e alguns mantimentos. Para Mark aquela era a missão mais importante da vida dele, por isso não importava se morreria ou não.

"Eu não disse nada. De vez em quando, mesmo as respostas certas parecem erradas, se você não gosta da pergunta. Essa é a mais pura verdade."

A narrativa é rápida e o livro pode ser lido em poucas horas. Várias coisas acontecem e fazem com que não paremos de ler, afinal precisamos descobrir se Mark vai chegar em segurança ao seu destino, não é mesmo? Outra coisa que me agradou foram os capítulos curtos, alguns intercalando a visão de Mark e de outros personagens. Esse tipo de narrativa me remeteu muito ao estilo do James Patterson.
Durante as últimas páginas do livro confesso que senti certa angústia com algumas coisas, cheguei a um momento definitivo onde o desfecho dos acontecimentos podiam me levar a dar apenas UMA estrela ou CINCO. E o que vocês acham? Não dei apenas as cinco estrelas, mas favoritei no Skoob!

Quanto ao trabalho da Novo Conceito, digo que dispenso apresentações. Eles sempre fazem edições perfeitas e com “A mais pura verdade” não podia ser diferente. A capa escolhida tem tudo a ver com a história, um grande acerto!

Para resumir gostei muito do livro, da edição e da escrita. Gostei de tudo! Hahaha Recomendo muito!


sábado, 6 de junho de 2015

Crítica para a peça teatral "Primeiro Sinal", com Lua Blanco e Igor Cosso



Ontem (05/06), em Juazeiro na Bahia, estreou a peça teatral “Primeiro Sinal”, dirigida por Ícaro Silva e com os atores Lua Blanco e Igor Cosso nos papéis principais. Claro que eu fui conferir e já posso adiantar que me surpreendi com a qualidade do texto.

A comédia romântica conta a história de Nina e Rael, dois melhores amigos que têm a ideia de ir ao teatro, mas infortunadamente encontram o espetáculo cancelado, então é a partir disso que o verdadeiro show começa!
Para não perder a ida, os dois decidem subir no palco e contam histórias das próprias vidas de forma hilária para um público imaginário, relembrando as aventuras que os melhores amigos passaram juntos (ou separados) com o decorrer dos anos. Abordando temas como paixões adolescentes, perda da virgindade, sentimentos que se confundem e laços que não se perdem com o tempo, “Primeiro Sinal” consegue entreter o espectador durante todo o decorrer da história.

Como disse no início, o texto foi o que mais surpreendeu. Revezando tiradas engraçadas e dramas que acontecem com todo adolescente, o autor conseguiu, de uma forma ou de outra, chegar a fundo nos sentimentos dos jovens, fazendo com que todos, sem dúvida, se identifiquem com os personagens em algum momento do espetáculo.


Talvez o ponto alto da peça foi, em minha opinião, o final. Claro que não vou entrar em detalhes, pois seria um grande spoiler, mas no momento em que eu estava certo de que a peça havia acabado, surge Lua Blanco do nada e surpreende a todos com um final incrível! Um outro grande detalhe que não poderia deixar de ser citado é o entrosamento natural entre os atores, algo que leva a entender que os dois realmente têm uma amizade fora do teatro. Juntos eles tomam o palco para si e fazem seus papéis com maestria. 

Antes de encerrar, só tenho uma ressalva a fazer e isso não está ligado ao elenco, texto ou direção. No final da peça é possível tirar fotos com os atores e dar uma palavrinha rápida com eles(coisa de dois segundos haha), legal, né? Nem tanto. A produtora, não sei o nome dela, mostrou-se muito nervosa e extremamente impaciente com os que ficaram para tirar as fotos, praticamente expulsando-os do teatro com o pretexto de que precisavam entregar o local o mais rápido possível. Entendo que tinham hora marcada, mas não era necessário, de forma nenhuma, tratar os espectadores de maneira tão rude e desrespeitosa. Fica a dica para as próximas apresentações! Por outro lado, Anna Kelly Meireles, a pessoa que trouxe o espetáculo para a cidade e responsável pela Cereja Produções, se mostrou sempre muito simpática e solicita com todos, um verdadeiro exemplo de como se deve tratar o espectador que investe seu dinheiro e tempo nas apostas que traz para a cidade. Deixo aqui os meus parabéns para ela e que sirva de exemplo, pois um cliente bem tratado e satisfeito  sempre volta. 
E por último, mas de forma nenhuma menos importante, parabenizo de forma especial Igor Cosso. Ao terminar o espetáculo, fiz uma pesquisa para saber quem era o autor do roteiro e qual não foi a minha surpresa ao descobrir que havia sido o próprio ator quem o escreveu? É muito difícil encontrar pessoas que atuam e escrevem ao mesmo tempo tão bem, e o Igor sem dúvidas conseguiu fazê-lo com perfeição. Então deixo um recado ao ator-autor: Se você chegar a ler isso em algum momento, quero pedir que continue escrevendo, necessito ler um livro seu ainda!


Então é isso, se você tiver a oportunidade de conhecer a maravilhosa história de Nina e Rael, não hesite e vá, garanto que não irá se arrepender. Só tome cuidado com a produtora, hein? Ela é bem esquentadinha.
Escrito por: Jhonatas Nilson.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Resenha: Os Segredos de Colin Bridgerton - Julia Quinn


SINOPSE: 
Há muitos anos Penelope Featherington frequenta a casa dos Bridgertons. E há muitos anos alimenta uma paixão secreta por Colin, irmão de sua melhor amiga e um dos solteiros mais encantadores e arredios de Londres.
Quando ele retorna de uma de suas longas viagens ao exterior, Penelope descobre seu maior segredo por acaso e chega à conclusão de que tudo o que pensava sobre seu objeto de desejo talvez não seja verdade.
Ele, por sua vez, também tem uma surpresa: Penelope se transformou, de uma jovem sem graça ignorada por toda a alta sociedade, numa mulher dona de um senso de humor afiado e de uma beleza incomum.
Ao deparar com tamanha mudança, Colin, que sempre a enxergara apenas como uma divertida companhia ocasional, começa a querer passar cada vez mais tempo a seu lado. Quando os dois trocam o primeiro beijo, ele não entende como nunca pôde ver o que sempre esteve bem à sua frente.
No entanto, quando fica sabendo que ela guarda um segredo ainda maior que o seu, precisa decidir se Penelope é sua maior ameaça ou a promessa de um final feliz.
Em "Os segredos de Colin Bridgerton", quarto livro da série Os Bridgertons, que já vendeu mais de 3,5 milhões de exemplares, Julia Quinn constrói uma linda história que prova que de uma longa amizade pode nascer o amor mais profundo.
RESENHA:
Como não amar os Bridgertons?
Esse era o livro da série em que eu estava mais ansioso para ler, pois Colin é o irmão mais legal e engraçado dos oito. Nos três livros anteriores pudemos conhecer um pouquinho dele e, claro, saber mais sobre Penelope, a mocinha desse romance.
Enquanto Colin sempre foi conhecido por ser carismático, popular e extremamente astuto(Não esquecendo dos privilégios de se ter o peso do sobrenome Bridgerton nas costas), Penelope tem uma fama nada agradável para os costumes britânicos. Trajando roupas horríveis, escolhidas pela mãe, e estando meio acima do peso durante boa parte da adolescência, além de ter uma aparente capa de invisibilidade sobre si, ela cresceu e amadureceu sem nenhum pretendente, se tornando uma solteirona inveterada.
Penelope sempre teve uma quedinha(talvez uma quedona mesmo) por Colin, e sempre viu nele o homem perfeito, mas isso nunca foi algo que ela teve coragem de dizer, afinal Colin nunca lhe daria chance, não é mesmo? Essa decisão de nunca revelar essa paixão platônica tinha fundamento, pois apesar de conhecê-la por praticamente a vida inteira, era como se Colin nunca a enxergasse de verdade. Penelope estava lá, sempre esteve, mas ele nunca a viu de verdade.
Teve até mesmo uma cena no terceiro livro da série(Um perfeito cavalheiro) em que Colin afirma que nunca teria nada “com a sem graça da Penelope”, algo que a fez desistir de vez da ideia de tê-lo como um marido um dia.(Não que ela houvesse tido essa esperança em algum momento da vida.)
Tudo muda, tudo mesmo!, quando Lady Danbury, uma velhinha sem papas na língua e extremamente perigosa quando está com a sua bengala na mão, lançou uma caçada à verdadeira identidade de Lady Whistledown, a maior fofoqueira da sociedade londrina de todos os tempos! Com isso, Colin passa a ver Penelope de forma diferente, pois de alguma forma passam a ficar mais tempo juntos. Ele vê nela coisas que nunca antes havia percebido e, claro, Penelope também passa a enxergar coisas nele que pensava não existir.
Para mim "Os segredos de Colin Bridgerton" foi um marco na série, pois além de revelar o maior segredo da história toda, acaba por apresentar também o personagem que mais me causou curiosidade nos livros anteriores, mostrando a verdadeira face de Colin, seus medos e anseios. Penelope também foi uma grata surpresa, para ser sincero eu nem imaginava que ela chegaria a ser protagonista em algum dos livros, pois se mostrou bem apagadinha, mas acompanhar e descobrir cada uma das suas facetas foi incrível!
É interessante acompanhar a saga desse dois, Julia Quinn une uma boa dose de humor e suspense na história e posso afirmar que esse é o meu livro favorito da série! Colin e Penelope conseguiram um lugar no rol dos melhores protagonistas na minha estante e sentirei saudades desse casal.
Se eu recomendo? É claro que sim!
PS: Sim, eu fiquei realmente surpreso com a verdadeira identidade de Lady Whistledown. Pensei que seria uma pessoa, mas foi outra completamente diferente.
LISTA COMPLETA DOS LIVROS DA SÉRIE(Retirado do blog Literatura de Mulherzinha):
1. The Duke and I (2000) - O Duque e Eu – Daphne Bridgerton e Simon Basset
2. The Viscount Who Loved Me (2000) – O Visconde que me amava – Anthony Bridgerton e Kate Sheffield
3. An Offer from a Gentleman (2001) – Um perfeito cavalheiro  – Benedict Bridgerton e Sophie Beckett.
4. Romancing Mr. Bridgerton (2002) – Os segredos de Colin Bridgerton – Colin Bridgerton e Penelope Featherington .
5. To Sir Philip, with Love (2003) – Para Sir Philip, com amor* - Eloise
6. When He Was Wicked (2004) – O conde enfeitiçado * - Francesca
7. It's in His Kiss (2005) – Um beijo inesquecível* - Hyacint
8. On the Way to the Wedding (2006) – A caminho do altar*-  Gregory
* De acordo com a cronologia publicada no livro, os títulos são provisórios.
Escrito por: Jhonatas Nilson